A vida agitada e desgastante das cidades tem provocado a busca por ambientes tranqüilos, saudáveis e que ofereçam experiências culturais enriquecedoras para as pessoas em seus momentos de folga.
Nesse contexto, o turismo de vilarejos, atividade caracterizada pela visitação de pequenas localidades rurais, é uma boa opção por oferecer tradições culturais e o jeito de ser do mineiro, de forma autêntica e atraente aos olhos dos visitantes.
Distritos como Acuruí e São Gonçalo do Bação em Itabirito; Ipoema em Itabira; Glaura, Santo Antônio do Leite e Amarantina em Ouro Preto; são alguns dos exemplos de localidades com atrações culturais variadas.
Participar da produção de doces de leite ou goibadas cascão; vivenciar o dia a dia do campo, desde a retirada do leite até a produção do queijo; colocar a mão na argila para moldar peças artesanais; ou ver todo o processo de produção da boa cachaça mineira, são algumas das possibilidades.
A interação nas festas populares e religiosas com suas cores, sons, ritmos e ritos imunes às mudanças impostas pela modernidade, permitem a volta às origens da cultura mineira.
O papo despretensioso com um morador local na porta de uma venda qualquer, agregado ao conforto rústico de um bom hotel fazenda ou de uma pequena pensão domiciliar, concluem o desligamento total da rotina diária nas cidades.
O fato é que esta riqueza cultural está à disposição de todos, em percursos muitas vezes inferiores a 100 km desde a capital mineira e com custos adequados a orçamentos pessoais diversos.
Entretanto, o outro lado desta questão é que ainda há pouco interesse de administradores públicos e privados na correta organização do turismo nestas pequenas localidades. Na maioria das vezes os gestores preocupam-se somente com os grandes eventos e atrações dos distritos sede, atestando assim, sua miopia em relação ao turismo vivencial no meio rural e às possibilidades de geração de ocupação e renda nas localidades.
Assim, são necessários a avaliação das características que constituem a atratividade de cada local, o envolvimento de líderes comunitários e pequenos empreendedores no processo de construção da atividade turística e a discussão constante com os moradores sobre os rumos e os objetivos que deverão ser definidos para a localidade.
Por fim, o turismo de vilarejos é uma possibilidade real para Minas e, se observada e preparada com atenção, será um grande diferencial do setor por sua gama de atrações de acesso fácil e incontestável singularidade.
André Viana de Paula
Consultor em Gestão do Turismo

O turismo em vilarejos é uma categoria que ultimamente tem se destacado como uma atividade bastante atraente em termos de geração de renda. O interessante desse tipo de turismo é que os investimentos para implementá-los, em alguns casos, não são muito altos. O essencial é a existência de belas paisagens, o cuidado com o embelezamento local, a produção de produtos diferenciados, ou seja, oferecer ao público aquilo que não faz parte do seu dia a dia.
ResponderExcluirAs condições atuais, principalmente nas grandes cidades está caracterizada por uma elevação no nível de stress da população, e são vários os fatores que contribuem para este mal da civilização moderna. Podemos exemplificar problemas como: congestionamentos no trânsito, violência, insegurança das pessoas, poluição, entre outros.
Assim, fica mais fácil entendermos porque as pessoas das grandes cidades se encantam com coisas simples do meio rural, e isto tudo se resume em: tranqüilidade, bem estar, segurança, qualidade de vida, um bom bate-papo com novos amigos, entretenimento e lazer.
Esse turismo representa um grande potencial de desenvolvimento para as pequenas cidades. O simples fornecimento de serviços como pousadas, pesque-pagues, cavalgadas, produção de queijos, doces, geleias, os afazeres da vida no campo, são atrativos para os turistas e abrem possibilidades de geração de renda.
O assossiativiosdos dos pequenos produtores, donos de pousadas rurais, sítios e outros, é o primeiro passo para o início de um desenvolvimento da atividade turística. As comunidades e municípios precisam acreditar um pouco mais que essa atividade tem um grande potencial. Buscar a parceria e o entendimento do município sede, para que o turismo nos vilarejos se tornem um forte atrativo para visitantes.
Michilene Rodrigues
Turismóloga
31 8801 3189// 9789 2052
michileneturismo@yahoo.com.br
Obs: Oi André...Parabéns pelo blog.
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ResponderExcluirConcordo que o turismo de vilarejos seja uma ótima oportunidade de geração de renda para muitas localidades. Assim como outras práticas turísticas desenvolvidas no campo, a visitação à comunidades rurais agrada aos moradores dos grandes centros, principalmente pela sensação bucólica provocada por estes espaços. O aumento nas últimas décadas da oferta de atrativos turísticos em ambientes rurais pode ser explicado pela reorganização do campo no Brasil, assim como em várias regiões do mundo, após a chamada Revolução Verde da década de 1970, caracterizada pela industrialização da agricultura. A mecanização da produção agrária provocou o empobrecimento de milhares de pequenos produtores que não conseguiram participar dos benefícios do novo cenário agrícola. Muitos camponeses migraram para as cidades ou, mesmo permanecendo nas zonas rurais, se envolveram em atividades não-agrícolas. O campo foi aos poucos se transformando e, em determinados casos, pode-se afirmar a dificuldade de delimitar o urbano e o rural. Neste contexto, observa-se o surgimento de várias atividades turísticas no espaço rural como alternativa promissora de emprego e renda para os moradores de muitas comunidades. Áreas que, por um longo tempo, abrigaram apenas atividades agrárias recebem hoje inúmeros visitantes que fogem da agitação coditiana das cidades. Para atender as demandas do público, muitos produtores deixaram suas antigas lavouras para se dedicarem à empreendimentos como pousadas e restaurantes. Além disto, vemos florescer experiências de associações e cooperativas baseadas na produção e venda de artesanato que encanta aos visitantes. No entanto, ao lado dos casos bem sucedidos de lugarejos que prosperam a partir da presença de viajantes ávidos por experimentar a pacata rotina do campo, observam-se modificações socioculturais e ambientais provocadas pela intensa presença de turistas. Assim, afirma-se a necessidade crescente da participação dos gestores públicos na organização estrutural da atividade turística desenvolvida nas áreas rurais dos municípios, visando minimizar os prejuízos para as populações que tradicionalmente baseam sua cultura e modos de vida no meio rural.
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