No caso do município de Itabirito/MG, a decisão de revitalizar o Centro Histórico partiu do poder público municipal, como continuidade das ações de defesa do patrimônio histórico desenvolvidas desde 2005. A revitalização foi justificada pelo significado da área para a história local como primeira região povoada. A administração municipal buscou realçar o casario colonial, reafirmando o passado da localidade e aproximando-o ao das cidades vizinhas, Ouro Preto e Mariana. Desta forma, pretende-se transformar a área revitalizada em destino turístico, assim como despertar a atenção dos habitantes locais para essa região, fortalecendo vínculos de pertencimento e reforçando a identidade coletiva.
Para realçar os elementos presentes nos imóveis, foram retiradas as intervenções sobrepostas a cantaria existente em algumas construções. Em 2007, em parceria com a Associação das Cidades Históricas, foi implantada a sinalização com placas de rota de pedestre, importante instrumento de orientação para os visitantes. O projeto contemplou, em 2008, a recomposição de trechos do calçamento de pedra, implantação de painéis com dados históricos e reversão de degradações nos imóveis tombados. No entanto, a proposta de requalificação do Centro Histórico ainda não foi concluída, sendo que, para os próximos anos, deseja-se executar o cabeamento subterrâneo da rede elétrica e a reforma de outras edificações.
Em Itabirito, é perceptível como a imagem da cidade é construída a partir de vários elementos que distinguem o município na disputa pelo capital externo, entre eles o patrimônio histórico edificado, interpretado pelo poder público como símbolo da identidade local. Resta saber como a população se apropria dos elementos definidos como patrimônio pelas instâncias governamentais, pois o destino da política de preservação no município depende, em muitos sentidos, de como a comunidade interpreta e cuida de seus bens culturais, independente de sua vinculação ao turismo.
Historiadora e mestranda em Ciências Sociais pela







