O fenômeno turismo movimenta-se em diferentes fronteiras do conhecimento e das ciências, e seu entendimento passa necessariamente pela aproximação dos diversos campos do saber. A sociedade atual, ao mesmo tempo em que é global, passa, também, por um processo de identificação grupal, o que Maffesoli chama de tribalismo (1996: 15-16), na qual a ética, que agrega o grupo, torna-se estética, emotiva, comum, possibilitante de uma mistura do arcaico com o contemporâneo tecnológico, onde a satisfação nasceria da expectativa da procura do prazer, que se situa na imaginação dos sujeitos individuais e grupais.
A motivação desses sujeitos em relação ao consumo, não é simplesmente materialista, existe a procura de vivenciar, “na realidade”, os dramas agradáveis que já vivenciaram em sua imaginação, mesmo que estes jamais sejam perfeitos e por vezes conduzam à desilusão e ao anseio por produtos novos.
Entender o sujeito do turismo como tipo ideal weberiano é restrito ao homo economicus, e a esse sujeito são negados a prosa e poesia que se traduzem em viver na participação, no amor, no fervor, na comunhão, na exaltação, no rito, na festa, na embriaguez, na dança, no canto, o que, efetivamente, transfigura a vida prosaica, feita de tarefas práticas, utilitárias, técnicas. Partir de férias é um acontecimento dotado de uma série de significados, turismo é processo humano, ultrapassa o entendimento como função de um sistema econômico.
O fenômeno turístico influência é influenciado pela produção da subjetividade social, o ecossistema, o modo estético e a herança cultural das localidades visitadas, ao tempo em que é, sim, umas das atividades econômicas que mais cresce no mundo a uma média de 7% ao ano de 1950 a 1990 segundo a OMT.
Deve-se entender o turismo como uma importante atividade econômica, que possibilita a geração de emprego e de renda, mas turismo significa conhecer as causas que fazem com que haja a necessidade das viagens, significa compreender que o sujeito do turismo, esse homem pós-moderno, urbano, cada dia mais racional e sedentário têm por necessidade encontrar-se, buscar a felicidade e conhecer o outro, portanto compreender o turismo é desta feita conhecer as pessoas, conhecer o novo, vivenciar expectativas.

Fernando Ottoni
Turismólogo e Especialista em Turismo e
Desenvolvimento Sustentável
Grande Fernando! Belo post ein? Eu estou ofertando com a professor Marcia Lousada uma disciplina optativa para o Turismo la no IGC. Senti o drama da rapaziada e espero que possa contribuir de alguma maneira. Os temas da disciplina sao geografia, gastronomia e divulgacao cientifica. Tomara que no fim do semestre os alunos tenham refletido sobre o que e o turismo e o que ele pode ser no mundo em que vivemos. Aproveite o embalo e visite o nosso site: www.cantacantos.com.br. []s Lucas Mello
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